Posted by: josienkapma | January 19, 2008

Consorcio para Energia Renovável Agricola

cner logo

Na Itália existe um consorcio para Energia Renovável Agricola: Consorzio Nazionale Energie Rinnovabili Agricole. O objetivo é:

Il C.N.E.R., Consorzio Nazionale delle Energie Rinnovabili Agricole nasce con l’obiettivo di incentivare e valorizzare le produzioni di energia rinnovabile attraverso l’utilizzo di risorse provenienti dal settore primario.

Veja o website:

cner

Posted by: josienkapma | January 3, 2008

Digestor de biogás em Portugal

uziel e diana carvalho

2008: Ano de Energia?

Já começou 2008; esperamos que tenham um bom ano, em primeiro lugar em termos de saúde, mas também em termos de negócios. Que tenham um bom preço de leite!

Ainda no ano passado visitámos a empresa da família Uziel Carvalho. Eles têm, perto de Leiria, uma vacaria de 200 vacas de leite, mais as bezerras e vitelas. Como vizinha, numa empresa separada, mas com a mesma direcção, tem 3,7 ha de estufas. A Germiplanta (www.germiplanta.pt) é líder no mercado nacional das plantas pequenas para a horticultura. Nas empresas no total trabalham 60 pessoas, entre eles da família o Uziel e Diana, pai e filha, na foto, e também o marido da Diana.

Nas estufas vêem-se metros e metros de tabuleiros preenchidos com substrato, semeados automatizadamente. Permanecem um tempo variável consoante diversos factores, tais como, a espécie, variedade e condições de germinação da semente. O ramo de produtos inclui alface, couves, tomate, melão, meloa, melancia, feijão, pepino, pimento, alho francês e cebola.

A família Carvalho é bastante empreendedora. Há três anos que uma tempestade muito destrutiva deixou estragados os pavilhões todos e grande parte das estufas. Hoje, a empresa não só está reconstruída, como já tem feito investimentos novos. O digestor anaeróbio que tem instalado forma parte central do futuro. E, vendo o tanque de leite de 24.000 litros, tem planos para muito mais.

A família já tem alguma experiência com digestão anaeróbia mas sempre com digestores mais pequenos. A Diana tem o curso de Engenharia Biotecnológica, conhece bem as possibilidades.

Agora decidiram investir de novo num digestor de 360m3. Também tem construído lagoas para o tratamento do efluente do digestor.

O processo é assim: o estrume (as vacas têm logettes com serradura) vai através de rodos para um depósito, junto com a água de lavagem da sala e tanque de leite. Este chorume vai para o digestor, onde permanece uns 22-25 dias. O digestor produz biogás. Na saída, o efluente vai para um deposito de betão onde ocorre a separação dos sólidos e a parte líquida vai depois para lagoas.

O que neste momento ainda falta é a parte do motor para, do biogás, fazer electricidade. A transferência de biogás para electricidade não é muito eficiente: há muita energia que se “perde” na forma de calor. Neste caso, nas estufas aproveita-se o calor para aquecer as plantas. Por isso as vacas são uma excelente combinação para as estufas. Outras alternativas para a utilização de água quente são piscinas aquecidas, ou qualquer outro sitio onde se precise de calor, mas não muito quente.

A família Carvalho acredita muito que a energia renovável das vacas tem um futuro importante para sua empresa. Eles, como pioneiros, já estão a pensar nos próximos passos.

Posted by: josienkapma | December 3, 2007

Energia renovável: o passo seguinte

-Nederlandse text | em Holandes-  

O Dia de Campo com a Bovisul foi um sucesso. Leia aqui um curto relatório e aqui as apresentações.

As redes de produção de cevadura, alimentação, energia e química encontram-se cada vez mais entrelaçadas. As empresas produtoras de leite, principalmente as nossas de grande envergadura, fazem parte dessas mudanças, devido à necessidade de cevadura, produto para as cama, energia e a produção de leite e estrume. Para nos encontrarmos actualizados e fundamentalmente para fazer uso de todas as possibilidades de uma forma pro-activa são essenciais alianças entre produtores e entre produtores e indivíduos/empresas externas. Uma empresa colectiva para promoção e venda de soluções energéticas seria uma óptima “estalagem” para tais alianças.

Portugal tem possibilidades; as primeiras mudanças já estão a ser realizadas

Quem foi ao Dia de Campo teve o privilégio de tomar notícia de que Portugal também aloja imensas possibilidades a nível de energias renováveis. Principalmente painéis solares (não fotovoltáicos) e a fermentação de estrume parecem ser de grande valor para as nossas empresas. A fermentação de estrume terá de ser realizada de forma diferente que na Holanda e no resto da Europa; será mais uma solução ambiental e um recurso energético para a própria empresa que uma verdadeira fonte de rendimento para o mercado. Mesmo assim a lógica permite-nos concluir que em Portugal, um país sem energias fósseis, mas com enormes quantias de sol e biomassa (38% de área florestal), as energias renováveis irão ocupar uma posição importante.

De qualquer das formas as primeiras mudanças no mercado dos efluentes orgânicos já se verificam, já notamos estas mudanças na difícil aquisição de produto para as camas dos animais. As empresas produtoras de leite, enquanto produtoras e compradoras de alimento e produto para as camas e como produtoras de estrume, fazem parte destas mudanças. As nossas empresas, relativamente grandes e modernas e que mantêm o gado no estábulo, são únicas em comparação com outras empresas no resto de Portugal. E é mesmo essa a razão pela qual não podemos esperar soluções e respostas desses outros.

Agora: Fermentação de estrume como medida extra

Por isso e porque as condições (tanto físicas como político-económicas) aqui são muito diferentes que no Oeste e Norte da Europa é necessário desenvolver as nossas próprias soluções. Uma dessas soluções são as americanas “covered laguns”, onde os bassins de estrume são cobertos com plástico de forma a não permitir a fuga do biogás. Uma solução que não rende muito mas onde os custos são reduzidos. O estrume (após fermentação) ainda pode ser espalhado no terreno ou ser exposto a outros tratamentos. A qualidade do estrume como fertilizante melhorou, o volume diminuiu e o ambiente também tirou profeito. Outra possibilidade seria o sistema de fermentação chinês, em modulos de 10 m3, que é propagado pela Sunergy. Vantagens:- investimento inicialmuito reduzido, para além disso existe a possibilidade de começar “pequeno”; menos problemas com o sistema pois este é constituído por vários pequenos sistemas de fermentação.

No futuro: vender a terceiros… electricidade…
Mas também no mercado da electricidade as primeiras mudanças já se estão a manifestar. Há várias iniciativas (entre outros da Quercus) que pretendem tornar o regime de micro-geração mais atraente. Neste momento há poucos exemplos, mas “diz-se”  que daqui a poucos anos será comum, também para produtores mais pequenos, vender electricidade à rede.

…. ou possivelmente gás… ou estrume “artificial”?

O que segundo o último relatório da Courage (em Holandes, Courage é especializado no processo de inovação do sector produtor de leite na Holanda) faz com que a co-fermentação de estrume sem subsídios seja rendável é o fonecimento de gás (e não de electricidade) a terceiros. Um carro-tanque poderia recolher o biogás nas diferentes empresas e entregar na instalação de purificação após o qual o gás seria utilizado como gás natural, botijas de gás ou gás para transporte (tipo GPL). Aqui existe uma possibilidade para a nossa situação em Portugal: 1) o mercado do gás aqui é muito diversificado (devido à ausência de uma rede de gás natural) e os preços são muito mais elevados; e 2) “leapfrogging”: aprender coma Holanda e saltar toda a fase da electricidade. O que também é favorável devido ao facto de não ser necessário converter o gás em electricidade na empresa agrária. Outra possibilidade é vender o que resta após o processo de fermentação como fertilizante artificial. Para todas estas soluções é importantíssima a cooperação: nenhum de nós tem a capacidade de realizar isto sozinho.

Não há uma solução mágica

Parecemos estar a falar de um futuro longínquo. Neste momento não há uma solução pronta a utilizar. E isto continuará a ser o caso se não fizermos nada! Um ou outro pioneiro experimenta: pai e filha, Uziel e Diana Carvalho da zona de Leiria, acabaram de construir um sistema de fermentação para 200 vacas. (Ainda não se encontra em produção.) O objectivo é utilizar o calor no complexo de estufas que também pertence à empresa.

Mas- por mais úteis- para desenvolver soluções que possam ser aplicadas em todo o sector estes pioneiros não são suficientes: teremos de trabalhar em conjunto com terceiros: empresas que desenvolvem tecnologia, investigadores e outros parceiros nos sectores da cevadura, alimentação e energia. E logicamente com aqueles que são responsáveis pela atribuição de licenças e pelo desenvolvimento de leis. Para ter sucesso actualmente é preciso cooperar muito mais do que aquilo a que estamos habituados do passado. Portanto é bom investir em relações. Esse investimento não é um desperdício de tempo e energia, porque no futuro essas relações serão muito úteis.

Portanto, deixemo-nos de conversas

Como realizar tais relações? Este Dia de Campo foi divertido, mas como prosseguir? Se não realizarmos mais nada também não acontecerá mais nada. Surgiu a ideia de criar um ponto central para desenvolver este tema para o nosso sector. Possivelmente leram a proposta para uma empresa colectiva, aqui no blog Agroenergia. Uma empresa, e não uma associação ou instituição, porque apesar de não rejeitarmos subsídios, esses não são o nosso objectivo primário. A empresa terá de bastar-se a si própria. Visto acreditarmos em soluções também acreditamos que isto é possível.

E porque não pode iniciar um de nós tal empresa, porque é que tem de ser uma empresa colectiva? Porque o grande “bem” se encontra na cooperação dos diferentes partidos. Se formos leais uns aos outros é possível desenvolver valor, e só nesse caso isso é possível. Essa lealdade, e esse valor criado, podem ser reflectidos numa empresa colectiva. Sexta passada continuamos a falar neste assunto. Os empresários Paisana (Salvaterra), Barão (Benavente) e Carvalho (Leiria) encontraram-se, aos quais se juntaram Augusto Carvalho da Sunergy e Josien Kapma do Kennisclub. O objectivo é encontrar mais participantes. Falámos nas actividades e na estrutura. Mais indivíduos a pensar sobre o assunto são bem-vindos!

Mais num próximo blogpost.

Posted by: josienkapma | November 19, 2007

A idea: Modelo de Desenvolvimento Mutualista

(Resumen da última apresentação do Augusto no Dia de Campo de 16 de Novembro na Bovisul)

Modelo de Desenvolvimento Mutualista

A União faz a força

  • Juntar o know-how que detemos nas áreas energéticas e agrícolas para comercializar soluções para o mundo rural, em particular para o mercado de bovinicultores
  • Criação de uma empresa de fundo mutualista, para o desenvolvimento e promoção destas soluções
  • Os sócios terão, obviamente, condições especiais
  • Ganha-se dos dois lados – como utilizador das soluções e como sócio da empresa

Atribuições

  • Desenvolvimento e Comercialização de soluções de energias renováveis para aplicação rural
  • Gestão de processos de candidaturas a subsídios e regimes de apoio
  • Desenvolvimento de Projectos no âmbito do QREN
  • Gestão de Processos de financiamento, etc… Para investimentos na área das Energias Renováveis
  • Promoção de soluções energéticas
  • Auditorias Energéticas
  • Promoção de associação entre explorações e agricultores para tirar partido de tecnologias cuja escala de entrada dificulta a aplicação individual

Áreas de Actuação

  • Biomassa
  • Biogás
  • Gasificação
  • Energia Solar
  • Solar Térmico
  • Fotovoltaico
  • Eólico
  • Integração Energética
  • Auditorias Energéticas
  • Consultoria e Engenharia relacionadas com as Energias Renováveis
  • Outras que os sócios vejam como interessantes!

Primeiro Projecto

  • Desenvolvimento, Implementação e Exploração de uma unidade de digestão e co-digestão de efluentes de vacaria
  • Mostrar o que é possível com poucos recursos (showcase)
  • Optimizar consórcios bacterianos
  • Optimizar produção de biogás
  • Ensaiar novas misturas de substratos em escala real

Próximos Passos

  • Criação da Empresa
  • Expressão de Interesse por parte dos agricultores
  • Podem contar connosco que estamos interessados
  • Entradas de Capital de Semente
  • Começar a Trabalhar!!!
  • Desenvolvimento de Projecto de Financiamento Continuado (Bancos e QREN)

Do que estamos à Espera?

Posted by: josienkapma | November 19, 2007

As Apresentações do Dia de Campo 16 Nov

Augusto a presentar

Originally uploaded by kennisclub

Hier zijn de links naar de presentaties van Augusto:
Aqui os links para as apresentações do Augusto:

Energia para Bovinicultura
Solucoes distribuidas de energia Dit is de inleiding: wat zijn uitgangspunten bij hernieuwbare energie.
Solar termico Zonne energie
Eólico Wind energie
Biogas Vergisting en co-vergisting.
Sugestão para “follow-up”: modelo para uma empresa participativa Voorstel voor follow-up: model voor een collectief projectbedrijf voor ontwikkeling van agroenergie.

Hier zijn de contacten van Augusto:
Augusto César de Carvalho
Sunergy Energias Renováveis SA
Rua dos Correeiros 174 2º
1100-169 LISBOA
Portugal
acc{at}sunergyfuels{dot}com
T: +351-219617555
F: +351-219617557
M: +351-916432868

Posted by: agroenergia | November 18, 2007

Bem Vindos! Welcome!

Bem Vindos ao blog da iniciativa Agroenergia!

Este blog é dedicado à promoção e discussão de iniciativas empresarias, seguindo um modelo participativo, que visem a promoção, desenvolvimento e implementação de soluções baseadas em fontes de energia renovável especificamente para o mundo rural e o agronegócio.

 Todos são bem vindos a participar!

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